
As duas empresas reclamam que as fotos que estampam os maços e boxes dos seus preciosos cigarros estão afugentando os clientes.
"Eu não compro os que têm a fotinho da impotência, prefiro morrer de câncer que ser brocha!", afirma, o empresário informal, Mathias Gomes Ferreira.
E a faca tem dois gumes. Não só as megas empresas são afetadas, as micro-pequenas-empresas-grandes-negócios também estão sofrendo com a foto.
"Eles já chegam falando: me vê um cigarro Tia, mas me vê com a foto do feto morto, do velho na capa da gaita ou do câncer na garganta, por favor!", concluiu, a dona de bar, Rúbia Slatter Veloso. "E se só tem a capa do cigarro brocha, eles pedem um charuto, ou qualquer coisa que queime", completa a empresária.
A foto não afeta só a vendas. Segundo sociólogos, já há uma evidente migração do cigarro para outras drogas como a maconha, o crack e a cocaína. "As pessoas estão migrando para outras drogas não-brochantes devido a essa foto, pois para elas é melhor ser viciado e criminoso do que ser frígida ou bandeira à meio pau", diz, o especialista comportamental, Aloisio Richard Salvador.
As empresas mandaram um documento para o ministério que, rapidamente, já pensa em banir a foto das caixinhas.